quinta-feira, 2 de março de 2017

Dando notícias

Bonjour à tous!

A quanto tempo não posto aqui, hein? Estou passando aqui para falar duas coisinhas rápidas. A primeira é que ainda estou vivo e sigo firme no mestrado antes de imigrar de vez. A segunda é que submeti uma alteração no meu dossiê para incluir minha esposa. Sim, me casei oficialmente e agora já posso dar entrada no CSQ dela.

Enviei no início de fevereiro a documentação necessária. Foram mais gastos com tradução e com o envio e tudo chegou no MIDI na primeira semana de fevereiro. Espero ter uma resposta em breve. Já faz quase 1 mês e ainda não tive o cartão debitado e isso me deixa ansioso demais. No envio inicial foram 20 dias entre a chegada da papelada e o débito, mas eles estavam fazendo uma força-tarefa. Agora eu acho que levará em torno de 2-3 meses. Alguém poderia me contar alguma experiência com atualizações de dossiê e me passar o prazo que levou para o MIDI analisar tudo e devolver com o CSQ atualizado? Me ajudaria muito a conter a ansiosidade.

Bom, vou ficando por aqui.

A plus!

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Enquanto eu não vou embora... Francisation en ligne

Bonjour à tous!

Hoje vou falar um pouco sobre o FEL (Francisation en ligne), sistema do midi que nos permite praticar um pouco do francês. Há um outro sistema que é o SIEL, um pouco mais voltado à vida prática que ainda não me inscrevi.

Vamos lá! Me inscrevi no FEL logo que obtive meu CSQ. Assim que você entra no sistema, ele te pede para fazer um teste gigante, com várias questões de compreensão escrita e de compreensão oral. Não me recordo exatamente quantas questões eram, mas passou de 50 em cada um dos blocos. Foi um teste super cansativo, com perguntar longas e confusas. Na parte de ouvir, as questões pareciam misturadas e o mesmo áudio se repetia toda hora com perguntas diferentes, mas em ordem mistura entre os diversos áudios. Se minha explicação ai de cima já ficou confusa, imagina o teste....

Levei umas 3 semanas para finalizar o teste. Fui fazendo aos poucos e muitas das questões eu nem lia direito e já chutava de tão cansativo que era. Ao fim do teste, não entendi meu resultado, mas fui direcionado direto ao bloco de especialização em Engenharia. Não tive a opção de fazer os módulos de idioma, o que me decepcionou um pouco, já que havia entendido que nestes módulos mais básicos, além do idioma em si, a gente aprende algumas coisas sobre a vida no Quebec.

O bloco de Engenharia é composto de 3 módulos, cada um com 4 módulos teóricos e 2 de exercícios cada. Os módulos teóricos são longos e, se for estudar com o devido afinco, levaria cerca de 2h para finalizar cada um. Alguns eu fiz direito, outros levei mais nas coxas e fui passando rapidamente.

A gente também tem um tutor, mas não tive sequer uma interação com ele.

Ainda estou no meio do segundo módulo já que vou fazendo beeeeem aos poucos, mas não estou gostando muito. O conteúdo é antigo e os textos são cansativos. Só estou fazendo mesmo porque tenho tempo para imigrar e é de graça mesmo. Acho que o governo poderia investir melhor isso aí. Imagino que tenham um gasto significativo com a manutenção do sistema e os tutores.

Acho que é isso. Quando eu terminar o módulo eu conto como foi. E depois seguirei para o SIEL que dizem que é bem melhor.

A plus!

sábado, 20 de agosto de 2016

Sem grandes novidades

Pessoal,

Estou passando por aqui apenas para dizer que estou sem grandes novidades para contar para vocês. Como contei no meu último post, meu CSQ já saiu, mas ainda não iniciei o processo federal, pois estou no meio de uma pós e não conseguirei ir para Québec no próximo ano, então vou aguardar um pouco para enviar a documentação. Lembrando que após os exame médicos do federal, tenho 12 meses para partir.

A ansiedade diminuiu um pouco, já que já tenho o CSQ e não estou aguardando nenhum retorno da parte do governo. A preocupação agora é que algo mude no processo federal que me atrapalhe de alguma forma, mas acho que isso é pouco provável de acontecer.

A plus!

sábado, 18 de junho de 2016

CSQ em mãos

Olá a todos. Post muito rápido para dizer que meu CSQ chegou em casa! Agora a cartinha mais preciosa do mundo está bem guardada até que eu dê entrada ao processo federal. Sensação muito boa ao ver o envelope do midi chegar pelos correios.

A plus!

sábado, 4 de junho de 2016

E finalmente boas notícias: CSQ emitido!!!

Bonjour à tous!

Venho aqui escrever para contar-lhes boas notícias: meu CSQ foi emitido!!!

Para quem me acompanha, devem ter percebido que fazia um tempinho que não postava nada. O motivo era a falta de novidades do meu processo e o nervosismo crescente. Desde que recebi a carta dizendo que meu dossiê havia sido aberto no fim do ano passado, não recebi mais nenhuma novidade do midi. Nos fóruns pelo mundo, o pessoal começou a receber notícias do midi há pouco mais de 1 mês e eu só na espera. Cheguei a ligar para o midi na semana passada, aproveitando que era feriado no Brasil e assim ver se haviam algum status para me dar. A resposta deles foi que estava em análise e que eu deveria retornar novamente só após se passar o prazo que está no site.

Nos fóruns haviam muitos que souberam da emissão do CSQ via cadastro no francisation en ligne, sistema do governo de Québec que permite aos portadores de CSQ fazer curso de francês online antes da chegada ai Canadá, além de dar algumas dicas para facilitar a chegada e adaptação no novo país. Eu havia tentado duas vezes fazer o cadastro no sistema, mas obtive negativa de admissão nas duas vezes. A última destas vezes foi justamente no dia do feriado na semana passada.

Eis então que tento me inscrever no dia 1/junho e veio um e-mail dizendo que fui aceito no FEL (francisation en ligne). A emoção foi enorme. Estava certo que receberia outro e-mail dizendo que não fui aceito. O melhor de ser aceito é saber que isso só acontece porque o CSQ foi emitido!!!!

Agora ainda não sei quando foi emitido. Só sei que foi entre dia 26/maio e 1/junho. Como está super complicada minha semana, não consegui ligar no midi para confirmar a data da emissão, mas o importante é que dentro de 2 a 3 semanas meu CSQ deve chegar em casa!!!

Acho que o post de hoje fica por aqui pessoal. Agora é aguardar a cartinha tão esperada e começar a preparar os documentos do federal. Mas isso farei com calma, já que, por motivos de compromissos pessoais de estudo e trabalho, planejo imigrar só no começo de 2018, então vou aguardar para enviar o federal lá para o meio de 2017.

Forte abraço e continuem seguindo. Postarei notícias assim que tiver mais coisas para contar a vocês!

quinta-feira, 21 de abril de 2016

E começaram a chegar boas notícias para os brasileiros

Salut tout le monde! Esta última semana foi bem tumultuada para mim e também no meio dos candidatos a imigrantes ao Québec. Para mim, o tumulto foi no lado pessoal. Mudei de departamento no trabalho e agora tudo é novo para mim. Espero ter mais qualidade de vida nesta nova função, mas o começo será cheio de aprendizados e desafios. Primeira semana quase acabando e estou gostando muito da nova função. Com o tempo, o conhecimento da nova área deve se consolidar e aí terei mais qualidade de vida e poderei contribuir mais para melhorias na área. De quebra, ainda será uma nova experiência para eu poder usar quando chegar em Québec.

Sobre o tumulto no mundo dos candidatos a imigrantes, esta semana foi cheia de mensagens do midi. Chegaram mensagens de todo tipo: "attente de décision", "intention de refus" e até de convocação para entrevistas. Este último tipo de mensagem soou estranho, já que as entrevistas estão, via de regra, suspensas, podendo ocorrer apenas em casos de necessidade do midi querer avaliar algum documento ou habilidades linguísticas dos que não enviaram teste de proficiência. Já teve gente no passado recente que recebeu esta convocação para entrevista e aí recebeu o CSQ direto, sem passar por nenhuma entrevista ou outra comunicação. Uma das pessoas que recebeu um e-mail de convocação do midi nesta semana, recebeu dias depois um e-mail dizendo que foi um erro e que o caso dele estava em "attente de décision". Pelo meu ponto de vista, tanto o "attente de décision" quanto a "convocação de entrevista" significam a mesma coisa na prática hoje em dia. Ambos significam que o midi vai emitir e enviar o CSQ muito em breve. Nos últimos anos, após a pessoa receber um "attente de décision", o CSQ era emitido em 1 ou 2 dias e aí era só questão de tempo dos correios entregarem o tão sonhado CSQ na casa da pessoa. Em 2 ou 3 semanas já teremos muitos felizardos com as cartinhas em mãos! :)

Nesta semana a chuva maior de e-mails foi para o pessoal do leste europeu. Em um fórum russo, mais ou menos metade dos participantes que compartilharam que enviaram as demandas em novembro já receberam notícias do midi. Tivemos também casos da europa ocidental, latinos e brasileiros! Sim, já tivemos a notícia de 4 brasileiros que receberam alguma informação do midi (3 deles receberam "attente de décision" e 1 "intention de refus" sendo que a pessoa precisa enviar documentação adicional). Eu acredito que mesmo uma cartinha de "intention de refus" é um bom sinal já que, mesmo não sendo a mensagem ideal "attente de décision, isso significa que seu dossiê já foi analisado e, após o midi receber a documentação adicional é questão de semanas até o CSQ ser emitido. Bom, assim foi nos últimos anos.

Outra coisa interessante que o pessoal dos fóruns e facebook notaram foi que o midi não está seguindo à risca a ordem de chegada, já que teve gente que entregou depois e recebeu a mensagem antes de gente que entregou antes. Também não seguem muito aquela prioridade das profissões prioritárias de 16 e 12 pontos, já que tem gente com profissões fora daquela lista que já foram premiados.

Agora é suportar a tensão nestas próximas semanas e aguardar notícias do midi. Vocês não sabem o stress que estou passando a cada e-mail que recebo e a cada acesso a fóruns e comunidades. Ansiedade absurda mesmo. Espero escrever muito em breve com boas notícias do meu processo.

A plus!

terça-feira, 5 de abril de 2016

Boas notícias - as coisas começam a evoluir

Post rápido para contar que estou muito contente com a notícia que vi no fórum immigrer hoje. Uma pessoa postou num fórum da Romênia que recebeu hoje do midi um e-mail de intenção de rejeição. É uma mensagem do midi pedindo que a pessoa envie documentos adicionais em até 90 dias para continuar no processo. Pelo o que pude ver na mensagem no fórum romeno (com ajuda do google tradutor, claro), a pessoa é da área de TI e o midi pediu para enviar o documento de profissão regulamentada. Não entendi o motivo, já que TI não deveria ser uma área regulamentada... Também pediram o documento de comprovação de experiência de trabalho que, pelo o que entendi, a pessoa não havia enviado no formato correto em novembro. Outro detalhe é que o dossiê da pessoa chegou em 6/nov e foi aberto em 2/dez.

O midi finalmente começou a olhar a leva de dossiês de novembro/2015. Agora só não sei se espero ter notícias do meu pedido muito em breve ou que fique mais um tempinho no vácuo do midi até que chegue meu sonhado CSQ direto, sem que peçam nenhum documento adicional.

A plus!

sábado, 2 de abril de 2016

Viagem ao Canadá

Olá pessoal. Hoje venho contar como foi minha viagem ao Canadá. Quero contar alguns detalhes e acho que o post ficará um pouco grande, me perdoem por isso. Meu sonho de imigrar para lá era antigo, mas nunca tinha visitado o lugar. Resolvi então passar meus 30 dias de férias em 2014 neste país incrível para conhecer um pouco mais e ver se realmente o que eu tinha lido era verdade. Nem que seja uma visão superficial, já que ir a turismo é muuuito diferente de morar, mas já é um avanço bem grande vs conhecer pela internet e livros como era até então. Além disso, ganho um pontinho a mais no processo de Québec por ter ficado entre 2 a 3 semanas nesta província.

Eu já estava tendencioso a achar que Québec era o lugar que eu mais gostaria por lá e, no final, foi essa mesmo minha conclusão. Já sabendo do meu desejo por Québec, fiz meu roteiro considerando passar mais dias por lá, mas também queria conhecer o resto desse país tão grande e multicultural.

Peguei um avião da Copa Airline em Guarulhos com destino ao Panamá. De lá eu faria escala e pegaria um segundo voo com destino a Toronto. Ah, e isso aí aconteceu no fim de julho, em pleno verão canadense :)


Chegando em Toronto, fiz o turismo básico pelas principais atrações da cidade. Achei o lugar maravilhoso. Gosto muito de prédios altos e modernos e acho que lá foi o melhor lugar do Canadá para isso. Passei 4 dias visitando prédios, museus, restaurantes, parques e fiz umas compras também. Logo ali na primeira cidade, já pude notar aquilo que agora eu sei, mas na época não sabia, de que o Canadá não é um país com cidadãos bilíngue. A exceção de lugares oficiais (aeroporto) e muito turísticos (museus, por exemplo), ninguém soube falar francês comigo. Meu inglês é meia boca e achei melhor falar o francês, mas achava que conseguiria falar em qualquer lugar. Logo que cheguei no hostel, já perguntei na recepção e a pessoa só falava inglês. Nos restaurantes que fui (nenhum muito chique e tal, devido ao meu baixo orçamento) também só se falavam inglês. Primeiro aprendizado no país foi esse aí do idioma.

De Toronto eu fui conhecer as maravilhosas Cataratas do Niágara. Desde que coloquei no roteiro, não via a hora que imitar aquela cena clássica do Pica-Pau na frente das cataratas, mesmo sabendo que foi inspirada no lado americano. Mesmo assim eu fiz uma foto ao estilo do desenho, com a diferença que a capa de chuva que dão no passeio no lado canadense era azul. Lugar maravilhoso. Estava muito quente e foi bom chegar perto da queda, já que os respingos d'água ajudavam a refrescar. É incrível também como os EUA e Canadá aproveitam melhor suas belezas naturais que o nosso país. Quando fui a Foz do Iguaçu, a estrutura era ridiculamente mais precária, mesmo nossas cataratas brasileiras sendo infinitamente mais bonitas e volumosas que as do norte. Fora essa observação, achei o lugar incrível. Há uma cidade além das cataratas com coisas totalmente turísticas que dá para se visitar em poucas horas.


De lá eu comecei uma parte não tão boa do ponto de vista logístico, já que os trajetos não eram tão curtos e não peguei a opção mais rápida, mas foi o mais barato que consegui. Fui primeiro a Winnipeg, na província de Manitoba. Lugar maravilhoso, muito calmo e bem organizado. Deu um contraste grande, já que Toronto era uma cidade grande e levemente caótica (calma, nada como no Brasil) e Winnipeg deu uma impressão de interior bem desenvolvido. Gostei muito da cidade, mas achei as coisas caras. Sempre li e ainda leio que Toronto é mais caro, mas nos meus gastos desta viagem, Winnipeg ganhou. Passei só 2 dias, mas deu para conhecer os principais lugares turísticos que acho que não vale a pena comentar, já que este não é um blog de viagem. Mas aqui notei outro ponto do canadense que é a honestidade. Fui tomar café da manhã num restaurante local e acabei esquecendo meu GPS na mesa. Só me dei conta do ocorrido no fim do dia quando fui precisar usá-lo. Após passadas várias horas, eu duvidava que o encontraria de volta, mas resolvi voltar ao restaurante. Não é que um cliente o encontrou e devolveu ao garçom e este estava esperando que eu voltasse para buscar? Muito legal isso, né? Mais um aprendizado do Canadá.

Depois segui uma viagem enorme até Vancouver. Cidade bonita e um clima bem legal. Visitei os principais lugares, mas me decepcionei com o preço (pouco menos que Winnipeg, mesmo lendo que é mais caro para se morar). Gostei também da multiculturalidade da cidade. Acho que foi a cidade com mais raças misturadas que já vi na vida. Adorei isso em Vancouver! De aprendizado por lá eu tiro a multiculturalidade canadense e a aceitação aos imigrantes, já que todos pareciam bem integrados na sociedade. E o clima estava super agradável. Peguei um calor super forte no resto do Canadá que chegou a ser quente demais para os dias com atividades ao ar livre, mas em Vancouver o vento aliviava, o que tornou passeios a pé bem agradáveis.


Em seguida fui a Ottawa, capital canadense. Cidade maravilhosa e calma. Passei apenas um dia por lá e ainda era domingo, então só vi tranquilidade. Não sei se é por conta de ser a capital ou por estar na divisa entre Québec (província francófona) e Ontario (província anglófona), mas quase todo mundo que conversei por lá era bilíngue. Achei isso bem interessante. Pude conhecer tudo a pé na cidade, já que o centro turístico é pequeno e, como estava no verão, nada melhor que caminhar ao ar livre e aproveitar as várias horas de sol. De todos os museus que visitei no Canadá, meu preferido foi aqui: o Museu da Moeda. Achei o lugar bem interessante e aprendi bastante por aqui. tinha até a história das várias moedas do Brasil.

Agora chegamos ao principal da minha viagem: a província de Québec! Saindo de Ottawa, fui dormir na cidade vizinha: Gatineau, primeira cidade ao cruzar a fronteira québécoise. Cidade pequena, mas muitos imigrantes acabam indo para lá por conta da proximidade da capital. Optei por dormir lá, já que os hotéis em Ottawa eram caros demais para mim. Não cheguei a conhecer a cidade, só o hotel mesmo.


Na manhã seguinte, peguei o carro rumo a Montréal. Cidade apaixonante e onde, até o momento, é minha 1ª opção para morar assim que imigrar. Acho que adorei tudo o que fiz na cidade: pontos turísticos, parques, visita a alguns bairros residenciais, museus, restaurantes... Como já tinha uma leve tendência a imigrar para lá, fiz uma pequena visita exploratória, incluindo bairros residenciais no centro e periferias. Pude notar que tudo funciona muito bem, incluindo o transporte público. Achei o povo super solícito e aqui consegui usar o francês a todo momento. Como estava no verão, as temperaturas estavam super altas. Acho que chegou a fazer mais de 30ºC se não me engano. Achei também fácil de se caminhar a pé, já que as ruas não são tão íngremes no geral. Também aluguei uma bicicleta e passeei pela cidade. Fui de norte ao sul sem medo de violência ou acidente de trânsito, já que havia muitas ciclovias. Não sei se era por conta do mês de férias, mas também não vi trânsito pelas ruas. Eu já disse que gosto da arquitetura de prédios (mesmo sem entender nada... rs...), mas gostei dos prédios de lá. Com uma característica mais velha e a maioria mais baixos, me lembrou muito mesmo a França, com exceção do monte de escadas exteriores que tem na frente deles. Assim como em Vancouver, havia uma infinidade de povos misturados. Achei isso super bacana e me deu mais uns pontos positivos para escolher Montréal. Dei um pulo na vila olímpica, onde ocorreram os jogos olímpicos de verão de 1976. O lugar é um pouco longe do centro, mas gostei muito. Vi que estava tendo aulas de esportes para crianças no parque olímpico, o que mostra que eles souberam usar as construções e não as transforam em elefantes branco. Isso também me animou muito, já que sou aficionado em fazer esportes, principalmente triátlon. Vendo crianças nadando no parque olímpico, eu pedalando pelo centro da cidade e muita gente correndo pelos parques, deu para me dar uma vontade bem forte de aumentar a prática esportiva por lá. Bom, ao menos no verão, né? No inverno eu acho que a história é outra...

Em seguida peguei o carro em direção a Sherbrooke. Foram quase 2 horas de estrada, por regiões calmas e bem bonitas. Sherbrooke é uma cidade com pouco mais de 150 mil habitantes e tem um ar bem de cidade do interior da França. Me agradou demais passear a pé pelas ruazinhas do centro antigo. Esta cidade é um polo regional-industrial e muitos imigrantes (principalmente franceses) acabam indo morar lá. Logo que cheguei, já era quase a hora do almoço e fui direto em um restaurante no centro. Comida boa e nem tão cara assim. Sobre a quantidade, melhor pular essa parte, já que sou daqueles glutões que adora um rodízio... rs... Após o almoço eu pude passear pela cidade e fiz tudo a pé. A quantidade de prédios com arquitetura antiga é enorme. Algumas construções maiores pareciam até aqueles castelos europeus. Adorei a beleza da cidade e a tranquilidade. Me deu muita vontade de morar lá e ainda não descartei essa possibilidade totalmente. Passei só uma noite em Sherbrooke e no dia seguinte parti para Trois-Rivières.

Trois-Rivières é uma outra cidade pequena no Québec, bem parecida com Sherbrooke, mas com construções menos grandiosas. Gostei muito da cidade, principalmente a beleza natural. A margem do rio é algo magnífico no verão. Já vi fotos do inverno com parte dele congelado e é tão bonito quanto! Cheguei a conhecer uma prisão antiga na cidade que foi uma atração bem diferente e legal. O povo de Trois-Rivières foi um dos mais simpáticos que já conheci. Todos foram muito solícitos e simpáticos quando fui tirar dúvidas. Também comi muito bem por lá. Só passeio um dia aqui.

Em seguida, fui passar 2 dias fazendo um programa bem diferente para mim. Fui me aventurar na natureza. O Brasil é um país com uma natureza enorme e bela, mas não me atrevo a ir em locais isolados e acampar, mesmo morrendo de vontade, já que o medo é maior. No Canadá eu tive a oportunidade de realizar esta vontade. Saindo de Trois-Rivière eu fui ao Parc National de la Mauricie, que ficava a menos de 1 hora da cidade. Saímos bem cedo para aproveitar ao máximo e chegamos lá por volta das 6h da manhã. Logo na entrada há uma guarita no estilo de pedágio e a atendente, muito simpática como manda o costume canadense, nos deu boas vindas e nos perguntou quantos dias ficaríamos e de onde éramos. Disse que ficaríamos 2 dias e ela nos passou o preço (não me recordo ao certo, mas foi algo entre $10 e $15. Detalhe que não há controle nenhum na saída, então a confiança para se dizer quantos dias cada um ficará é totalmente na palavra, mais uma prova da honestidade e confiança nas pessoas que se tem por lá. Quando falamos que éramos brasileiros ela abriu um sorriso maior ainda e me falou que eram poucos os brasileiros que visitavam o parque. Ela nos entregou um mapa (imagem mais abaixo) e entramos. Detalhe que o parque é gigantesco: tem mais de 500 km² (maior que Maceió, Porto Alegre, Curitiba e Belo Horizonte, por exemplo), 150 lagos e muita área verde. O mapa é bem detalhado e mostra o que tem em cada trilha e os níveis de dificuldade. Já havíamos nos planejado antes pela internet e fomos direto para uma trilha de 10km. Muito bonita e com uns pontos bem difíceis. Estava super calor no dia e, em um ponto no meio da trilha, haviam uma correnteza com umas pequenas quedas d'água (parecida, mas não igual, a da segunda foto abaixo) onde conseguimos nos refrescar um pouco. Em alguns pontos da trilha, assim como no começo e fim, há áreas para piqueniques e muitas famílias comendo. É um clima bem gostoso mesmo. Depois dessa primeira trilha fomos a um lago alugar uma canoa e remar um pouco. Não me recordo do preço, mas não era caro não. Os lagos eram enormes e remamos por umas 2 horas. Meus braços estavam acabados... Ao fim dessa remada, paramos para comer. Havíamos comprado tudo que comeríamos por lá. Fizemos um piquenique, sempre com uma leve tensão de aparecer um urso, aliás, havia muita placa de atenção com ursos, mas não chegamos a ver nenhum. Depois descansamos um pouco numa área de camping e partimos para uma segunda trilha de 20km. Dividimos em duas esta trilha, fazendo metade num dia e o resto no outro. No meio da trilha montamos nosso acampamento para dormir (alugamos os equipamentos lá mesmo) e nessa área havia duchas e banheiros. O valor do aluguel e uso de banheiros e duchas foi em torno de 10 dólares por pessoa. Nunca havia acampado e achei bem divertido, mesmo achando desconfortável, hehe... Acordamos e terminamos a trilha. Ficamos mais um tempo em um lago até a hora do almoço e depois partimos do parque. Só para ter noção do tamanho do parque, deste lago final até a saída/entrada foi cerca de 20 minutos de carro! Entre cada trilha, pegávamos o carro e era cerca de 10 minutos até chegar na próxima. E o parque possui muitas outras atividades, como pesca e atividades de inverno, como esqui de fundo. Recomendo muito irem neste parque, nem que seja por um dia. Experiência incrível e revitalizante. Ainda voltarei mais vezes.


















Após os momentos natureza da viagem fomos para Ville de Québec, a capital da província ou, como dizem por lá, Capital Nacional, mostrando que a província de Québec é considerada nação para alguns. Essa cidade é incrível. Ela é pequena e grande ao mesmo tempo, com construções super bonitas e um ar muito europeu. Fizemos atividades turísticas como visitar o antigo forte "La Citadelle", ir a uma feira medieval no "Festival da Nova França" e nas cataratas de Montmorency. É uma cachoeira mais alta que as cataratas do Niágara, mas ela é uma única queda. Tem uma ponte que passa bem em cima dela. Lugar muito legal de conhecer. Vi que no inverno ela chega a congelar e a chamam de Pão de Açúcar, devido à semelhança da formação de gelo com o ponto turístico carioca. E a noite ia ter um show de fogos por lá, mas acabamos não indo. Mas voltando a falar da cidade, achei um lugar incrível e cheguei a pensar muito em ser minha opção número 1 de imigração, mas acabei optando por Montréal (por enquanto, diga-se de passagem) pelo tamanho e oportunidades. Acho que morar em Ville de Québec será meu desejo que manterei para me mudar quando estiver estabilizado em Montréal depois de alguns anos e quiser uma nova mudança para sair da monotonia que a vida as vezes nos leva depois de algum tempo fazendo e vivendo a mesma coisa. Aliás, tem gente que não  gosta, mas isso de se mudar e viver uma bagunça até a estabilização é algo que me move e me dá muito prazer na vida. Sobre a cidade ainda, pude comer em restaurantes incríveis e a preços acessíveis para uma capital provincial. Também achei muitas lojinhas legais para se comprar presentinhos e lembranças para o pessoal do Brasil. Sobre o idioma, aqui não ouvi ninguém falando inglês. Com certeza o pessoal que trabalhava nos lugares turísticos eram bilíngues, mas todos que ouvi, estavam falando em francês.




Encerrada minha jornada em Québec, peguei um avião por lá em direção ao nosso Brasil, com escala nos EUA. Foi uma viagem incrível que fiz pelo Canadá. Pude ter a certeza que este país tem uma natureza maravilhosa e um povo acolhedor e receptivo. E, mais ainda, certeza que meu sonho de imigração canadense é algo real e que vou lutar para se tornar realidade. Não vejo a hora de voltar ao Canadá, mas agora para validar minha residência permanente! :)

E vocês? Já foram ao Canadá? Moram por lá, quem sabe? O que acharam do país?

Forte abraço e à bientôt!

sábado, 26 de março de 2016

Envio do dossiê - começando oficialmente

Olá galera. Estou escrevendo este post na Páscoa e isso veio a calhar, já que vou falar sobre o envio do meu dossiê. Acredito que a ida ao Québec será um recomeço para mim, tanto do ponto de vista pessoal, quanto profissional. Assim, considero que o envio do meu processo de obtenção do CSQ é um começo do meu renascimento que acontecerá no Canadá. Nada mais propício do que falar sobre este tema na Páscoa.

Feita a introdução, volto um pouco no tempo. Há exatos 1 ano, eu já estava com toda a documentação pronta para o processo de CSQ. Na verdade, quase toda, já que me faltavam as provas de proficiência que comentei em post anterior (aliás, documentos, bem importantes). Mas toda a documentação pessoal, profissional e educacional, incluindo cópia certificadas e traduções já estavam feitas e guardadas na minha gaveta a espera de uma notícia do MIDI. Neste época, só sabíamos que o MIDI abriria mais 6.300 vagas para o ano fiscal 2015/16, que vai de 01/abril/2015 a 31/março/2016. O último processo havia sido aberto no primeiro semestre de 2014, então a expectativa era alta que abririam outro muito em breve.

Pessoas do mundo todo com suas teorias de quando se abririam novas vagas e eu, com as minhas teorias também, acessava o site oficial do MIDI diariamente (tinha até um lembrete na agenda do meu celular para não me fazer esquecer). O site não mudava...

Até que no fim de outubro de 2015, finalmente algo aconteceu. O midi anuncia que parte destas vagas prometidas para o ano fiscal (3.500, mais especificamente) seriam abertas dia 04/novembro/2015. O alvoroço foi grande pelos fóruns e comunidades. Todos querendo tirar as últimas dúvidas e fechar logo o dossiê para estar pronto para o envio.

Tirei umas dúvidas de última hora e conferi mais de 20 vezes (não estou exagerando) meu dossiê. Página por página. O medo e a tensão de esquecer de anexar um formulário ou documento ou então de esquecer de assinar algum lugar eram enormes. Até o dia do envio, não consegui dormir direito por conta disso...

Pesquisei as opções de envio e resolvi enviar pela FedEx, já que nunca li um problema deles em entregas na América do Norte. Mesmo o serviço sendo mais caro, achei que valeria a pena pela segurança. Marquei com eles de buscar meu bebê de 2,5kg em casa no dia 04/nov para chegar em Montréal no dia seguinte. Muitos enviaram antes do dia 4 para que chegasse no Québec no dia da abertura, mas eu estava tenso que eles alterassem algo dia 4, mesmo o próprio midi dizendo que não iriam considerar mudanças depois desse dia, caso fosse enviado antes, mas mesmo assim fui cabeça dura (a toa, diga-se de passagem...) e quis enviar dia 4. A FedEx ficou de passar até as 12:00 em casa e já eram 11:30 e nada deles. Estava estressado e cheguei a ligar na empresa umas 3 vezes para confirmar se tudo estava certo. Afinal, havia outra dúvida sobre quando a cota de 3.500 dossiês iriam se esgotar, então quanto antes chegasse, melhor. As 11:58 meu interfone toca. Era o coletor da FedEx. Entrego parte das minhas esperanças para meu futuro e começo a rezar para que tudo ocorra bem. Agora começa a tensão sobre a chegada.



Com o número de rastreamento da FedEx em mãos, não paro de apertar o F5 para acompanhar a evolução da entrega. O documento saiu da minha casa em São Paulo e foi direto para o aeroporto de Viracopos, em Campinas. Depois seguiu para Memphis, nos EUA e daí para o aeroporto de Mirabel, em Québec. Este último trecho aconteceu pela madrugada e foi o que não me fez dormir nessa noite. Pela manhã do dia 5, eu não consegui trabalhar direito, já que sono e tensão eram enormes. O serviço promete entregar em Montréal até a meio-dia local. Após horas de apreensão, vejo que meu bebê chegou no escritório do Midi, por volta das 11:00. Foi um enorme alívio. Mas aí veio o outro medo. Será que estou entre os 3.500 felizardos?

A especulação nos fóruns era grande e demorou algumas semanas até que o MIDI iniciasse as cobranças das taxas. Muito tiveram o dossiê recebido antes de fechar a cota (o 3.500º chegou dia 9/nov, mas só descobrimos isso com o tempo...), mas tiveram problemas no pagamento do cartão de crédito e então tiveram o dossiê recusado. Outros esqueceram detalhes importante na documentação e também foram recusado. O medo de ter esquecido algo tomou conta de mim. Eis que dia 25/nov, por volta das 21:00 (horário de Brasília) meu celular vibra com o recebimento de um SMS. Nunca fiquei tão feliz em ser debitado no cartão de crédtio. Era o débito do midi no valor de 765 dólares canadenses. Fiquei super feliz e mais uma vez aliviado.

Agora que tive a certeza que estou dentro do jogo vem a espera maior. Quando é que vou receber notícias do midi sobre o andamento do processo. Segundo atualização bem recente no site do midi, eles estão levando 4 meses desde a abertura/pagamento do dossiê para começar a trabalhar na documentação. Isso significa que ontem, dia 25/março - 4 meses exatos da cobrança do midi, deveriam estar começando a olhar meu bebê. Sei que é uma estimativa grosseira, mas não consigo evitar a ansiedade cada vez maior. Dentro de 3 meses devo receber algum pedido de documentação complementar ou então meu dossiê passa para a próxima etapa de análise final. Tomara que aconteça esta última opção! Espero ler esse post no futuro e ver que tudo ocorreu bem. O medo deles encrencarem com algum documento, tradução ou formato de documento me faz perder uns cabelos...

E aí? O que fariam no meu lugar para ajudar nessa minha ansiedade monstro? Enviem seus comentários et on se voit bientôt!

A plus!

quinta-feira, 24 de março de 2016

O inverno canadense

Um dos maiores medos do brasileiro quando pensa em se mudar para o Canadá é o frio. As temperaturas lá do norte pode chegar a -40ºC durante o inverno e isso não é nada parecido com o que estamos acostumados no Brasil. Além do frio congelante, a quantidade de neve assusta até europeus.
















O frio e a neve exigem muito mais além de roupas apropriadas. O transtorno que a neve causa no quotidiano das pessoas é algo que não conhecemos. Já imaginou deixar o carro na rua e, quando acordar, ter que cavá-lo para tirar a neve de cima dele, depois raspar o vidro para tirar o gelo no parabrisa e ainda ter de aquecer o motor? E tirar a neve da frente de casa com uma pá ou alguma maquininha? É algo extremamente penoso que não estamos acostumados mesmo!

As pessoas que já estão por lá há alguns anos dizem que acabam não passando tanto frio, já que quase tudo é adaptado ao inverno, desde as casas e escritórios com janelas grossas isolantes e com calefação como item obrigatório, ônibus e até mesmo alguns pontos de ônibus que são fechados para evitar o vento cortante. Nesta estação, o pessoal passa pouco tempo na rua, único lugar propenso a se passar frio.

A fórmula do sucesso para evitar o frio na rua é usar várias camadas de blusa. Assim você conseguirá percorrer as poucas distâncias a pé entre sua casa ao ponto de ônibus/estação de metrô e do ponto/estação até o seu destino. Chegando ao destino, muito provavelmente haverá cabideiros para você se descascar um pouco e ficar mais confortável no local fechado e quentinho.

Nunca passei um verão no Canadá (ainda preciso contar como foi minha viagem para lá, mas foi num verão), mas já passei invernos na Europa. Acho que a coisa que mais me desanimava neste período era a escuridão. Quando estudei por lá, saía de casa por volta das 8:00 e não havia luz do dia. Ao sair da faculdade às 16:00, o sol já havia ido embora. E no horário de almoço, estava "de dia", mas como o Sol passava muito pelo horizonte, não ficava tão claro assim.

Dica bônus final: escolha um apartamento com face sul! Uma coisa importante e que não costumo ver o pessoal falar muito é a importância em morar em um lugar de face sul. Me explico: como o inverno é longo e a falta de Sol é deprimente, quanto mais podemos aproveitar do Sol, melhor é. No inverno, o Sol não segue o ciclo que aprendemos na escola: nasce no lado leste, passa pela nossa cabeça ao meio-dia e se põe a oeste. Neste período, o Sol nasce pelo leste, mas corre bem pelo horizonte, não chegando a passar a pino pelas nossas cabeças antes de se pôr à oeste. Ele acaba passando pelo lado Sul, logo se sua janela for virada para o norte, não verá o raio de Sol entrar por ela durante um loooongo período de tempo. Fiz um esqueminha abaixo para tentar ilustrar isso tudo. Quando morei na Europa, meu quarto era voltado para o norte, logo meu quarto era escuro e precisava usar muito mais calefação que meus colegas que moravam nos quartos do outro lado do corredor. Além disso, a presença de mofo nas paredes do meu lado norte eram em quantidade maior que os colegas com janela para o sul. Portanto, estejam atentos neste detalhe na hora de alugar um apartamento.



Por hoje é isso, pessoal. No próximo post vou falar do meu processo de imigração, que foi enviado em novembro/2015. Espero vocês por lá!

A bientôt!